Pela América do NorteViajam

De repente, Califórnia!

De repente, Califórnia!

Na Califórnia é diferente, irmão
É muito mais do que um sonho

A vida passa lentamente
E a gente vai tão de repente
Tão de repente que não sente
Saudades do que já passou

E foi exatamente assim como Lulu Santos escreveu. Deliciosamente saborosa essa viagem. Parecia um lugar à parte dos Estados Unidos. Um lugar diferente. Sem fronteiras e sem amarras. Muito mais que um sonho. Uma realidade incrível. Me lembrou muito Montreal e o estilo de vida canadense, onde a educação e o respeito pautam cada minuto do dia, sem parecer uma coisa imposta. Parte da vida. Os carros são donos das ruas até que um pedestre pense em atravessá-las. Aí a prioridade é toda dele. E as bikes… Putz! Vão para todo o canto. No asfalto a vez é delas. Sem estresse. Sem tumulto. Sem disputa. É o mais forte cuidando do mais fraco. Carro>bike>pedestre.

Quem me conhece sabe o quão apaixonada por bicicleta eu sou. Em São Francisco me senti no paraíso. Fiquei pensando nas brigas em Sampa contra a construção de ciclovias. Em como uma galera retrógrada tenta impedir o progresso, que neste caso é um revival, uma volta no tempo, onde bikes reaparecem como a opção mais viável para essa modernidade caótica. Ouvi muito paulista dizer que não entende a construção de ciclovias em São Paulo porque lá tem mais carro que bike e que Sampa não é uma cidade indicada para bicicletas pois tem muitas ladeiras. Fiquei pensando como seria usar esse discurso em São Francisco… Uma cidade que mais parece um tapete mal esticado de tantas ladeiras. E altas! Muito altas. Todas cortadas por ciclistas que em sua esmagadora maioria desprezam as elétricas. Tudo no pedal. De cima a baixo. E mais, se aumentarmos as pistas de automóveis em Sampa, nunca abriremos espaço para as magrelas. O caminho é esse mesmo. Criar ciclovias para mudar a mentalidade e os hábitos. Bicicletas fazem bem a todos. Não poluem, ocupam menos espaço, se integram mais à natureza e ainda proporcionam um ótimo exercício a quem as usa gerando saúde, relaxando tensões e produzindo menos doentes por aí. Só benefícios. Além de te proporcionarem um delicioso olho no olho sem aqueles vidros escuros impenetráveis que afastam os motoristas. E são extremamente lindas!

Bom, como nos misturamos aos moradores de cada lugar que vamos, em São Francisco não podia ser diferente. Alugamos um apartamento que ficava no alto de várias ladeiras (novidade!), usamos transporte público, fizemos compras, caminhamos, fizemos feira, relaxamos nos parques, frequentamos livrarias, experimentamos aromas e sabores, respiramos intensamente os ares da baía por deliciosos 6 dias. E temos muito o que contar. Hoje foi só uma palinha. Só uma voltinha de magrela. Aos poucos tem mais… Muito mais! Pra matar a saudade do que já passou.

 

Post Anterior

Tiram férias

Próximo Post

Quatro pistas de corrida com visual cinematográfico no Rio

Comentários

  1. Rafaela Lima
    5 de agosto de 2015 at 09:30 — Responder

    Que bom! Que bom que foram, gostaram e estão de volta! San Francisco deve ser mesmo um lugar e tanto. E em quase todas as fotos percebi a presença das bikes. Genial! Amei o bebedouro para cachorros e o rapaz de skate levando os cachorros para passear. Ri muito com sua filha meditando e achei encantador o filho carregando as bolsas do mercado (são teus filhos, não são?). Parabéns e obrigada!

    • 6 de agosto de 2015 at 08:31 — Responder

      Ah Rafaela, SF é sim um lugar encantador. Alto astral. O bebedouro é demais, né? Sim, são meus filhos. Eles amaram. Obrigada pelo carinho. Bj

  2. 10 de agosto de 2015 at 17:02 — Responder

    Amei o post ! Tenha uma linda e agradável tarde !

Deixe seu comentário aqui.